MOVIMENTO DEFESA DA MULHER

MOVIMENTO DE MULHERES SACODE O RIO DE JANEIRO

O Rio de Janeiro não é só badalação é luta pelos direitos também e para provar isso temos as mulheres na ponta dos movimentos sociais liderando a área política. No Rio de Janeiro, houve 434 ocorrências de estupro em março de 2011. Já em março de 2012, foram 545, um aumento de mais de 20%.  Apenas 14% das vítimas desse tipo de agressão registram o fato na polícia. Somente em 18% dos casos, o autor do estupro usou algum tipo de arma – o que sugere proximidade e facilidade em abordar a vítima. 47% das vítimas tinham menos de 18 anos, o que sugere que o agressor tinha sobre ela algum tipo de autoridade. 35% dos casos acontecem dentro da casa da vítima, e 44%, em vias públicas. O número de casos aumenta nos fins de semana, especialmente a partir das 18 horas.

Defesa da Mulher é um movimento que quer incluir todos e todas que acreditem no direito da mulher em ter liberdade, o direito de viver suas vidas cotidianamente sem medo de violência ou intimidação.  Que as mulheres possam constituir suas famílias dignamente, sem ameaça de doença, fome, e pobreza. Que elas estejam aptas a procurar ajuda sem prejudicá-las e que elas obtenham-na. As mulheres querem e merecem ter uma posição de igualdade no mundo com os homens.  Isto não é apenas um problema das mulheres, é um problema de todo mundo. Um mundo seguro para as mulheres é um mundo seguro para todos e todas.

O movimento está realizando o projeto VIVA MULHER que é um documentário com mulheres de várias cidades do Brasil sobre violência, principalmente a doméstica, levando informações sobre direito, cidadania e formas de defesa para as mulheres, com palestras e debates. O documentário de 60 minutos vai registrar tudo em um período de 6 meses. Será lançado nas casas de apoio às mulheres, nos centros, nos abrigos, e onde for dada a oportunidade de mostrar este trabalho. Complementando o projeto será lançado um livro e cópias do documentário serão distribuídas para cine clubes e bibliotecas. A intenção é alcançar pequenas cidades, onde o acesso a informação é mais precário. As ativistas estão à procura de patrocínio, parceria e apoio.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quantidade de processos sobre violência doméstica contra as mulheres é crescente – em 2006, foram 640; em 2011, chegou a 1.600, o que representa um aumento de 150%. Isso ocorre nas grandes cidades. O movimento quer falar com mulheres que não possuem acesso a delegacias da mulher, a centros de atendimento, a casas de abrigo etc, por medo ou  simplesmente sua cidade não dispõe de órgãos e de nenhuma entidade de ajuda.

Acompanhem o Blog: http://wjdwdefesadamulher.blogspot.com.br

FOTOS

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Defesa da Mulher na comunidade Chapéu Mangueira, no Leme, Rio de Janeiro. 8 de junho de 2013. Palestra sobre violência contra mulheres.

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Defesa da Mulher no Complexo do Alemão – 29 de junho de 2013

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